Os 10 melhores animês de 2014 (Parte 1)

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E o Oscar vai para…

E aí, pessoal? Tudo bom? Este ano de 2014 vi animês como nunca, logo não poderia deixar de registrar minha opinião quanto as melhores animações que assisti. Não consegui colocar em uma ordem de preferência, pois sou muito indecisa e o medo de ser injusta também falou alto! Por isso, decidi dividir este texto em duas partes: a primeira, destacando os melhores animês do primeiro semestre e a segunda, os melhores animês do segundo semestre em um post que aparecerá por aqui amanhã.

Antes da seleção, é válido que o leitor saiba quais animês assisti durante os seis primeiros meses do ano, pois caso sinta falta de algum título em minha lista, pode ser porque simplesmente não vi o animê ou fui injusta mesmo (LOL). Bom, sem mais delongas, vamos lá!

Animês que assisti na Temporada de Janeiro / Winter / Inverno 2014: Golden Time (2013), Kill La Kill (2013), Magi: The Kingdom of Magic (2013), Strike the Blood (2013), Chuunibyou demo Koi ga Shitai! Ren, Gin no Saji 2nd Season, Nisekoi, Tonari no Seki-kun.

Animês que assisti na Temporada de Abril / Spring / Primavera 2014: Black Bullet, Dragon Ball Kai (2014), Fairy Tail (2014), Haikyuu!!, Hitsugi no Chaika, Isshuukan Friends, M3: Sono Kuroki Hagane, Mahouka Koukou no Rettousei, No Game No Life, Ryuugajou Nanana no Maizoukin, Selector Infected WIXOSS, Sidonia no Kishi, Soredemo Sekai wa Utsukushii, Soul Eater Not!

Gin no Saji 2nd Season

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Gin no Saji ou Silver Spoon é uma obra da autora do consagrado FullMetal Alchemist, Hiromu Arakawa, em que mostra a vida do estudante Hachiken se mudando para uma escola do interior do Japão a fim de fugir das pressões que uma capital traz a um estudante se preparando para o vestibular e carreira profissional. A segunda temporada focou em mostrar a evolução do protagonista, visto que este já estava mais adaptado ao novo local. Sua interação com Mikage, novos desafios e medos foram os grandes destaques da rotina de Hachiken através de episódios bem executados, atraentes e impossíveis de não se apegar ou identificar. Sem dúvidas, um dos melhores slice of life de 2014 do qual deixa muitas saudades, pois esta obra consegue mostrar muito mais do que FMA quem realmente é Hiromu Arakawa.

Tonari no Seki-kun

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Seki-kun foi responsável em fazer com que meus domingos do primeiro semestre fossem mais divertidos, mesmo que a duração de seus 21 episódios fossem de aproximadamente de sete a oito minutos. Cada episódio era uma surpresa genial e interessante partindo de um garoto que realmente sabia matar seu tempo na escola; inesquecíveis episódios de Shogi, na piscina ou com robôs miniaturas marcaram este animê de comédia. A dublagem de Kana Hanazawa como Rumi Yokoi foi também outro ponto positivo, pois fizeram cada reação de sua personagem arrancarem risos para todos os lados. O tema de encerramento é um espetáculo a parte, sendo este tão divertido quanto assistir o episódio. Ganha lugar entre os melhores do ano pela sua proposta simples e direta: fazer você se divertir.

Haikyuu!!

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No meu coração foi o AOTY (Anime of the year)! Há tempos que não assistia uma adaptação tão fantástica e bem dirigida como foi Haikyuu!!, que teve uma ótima animação durante toda sua trajetória, além de uma trilha sonora que sabia aparecer nos momentos certos. Talvez o único defeito da obra seja o uso repetitivo de alguns storyboards, mas em um jogo de vôlei também vemos um time fazer jogadas repetitivas, então teria sido uma escolha da direção ou pressa na produção do animê? Independente da resposta, isso não diminui o quão bom Haikyuu!! foi! O enredo é tão bem pensado pelo mangaká que consegue transmitir exatamente quais são os desafios de se jogar vôlei e posso afirmar isso, pois pratiquei este esporte por cinco anos da minha vida. Devo dizer a vocês que todas as explicações, experiências e sensações são muito próximas do que um jogador passa dentro e fora de quadra sendo um entretenimento obrigatório para os amantes de vôlei, independente se a pessoa assistiu a muitos animês ou não. E se estou recomendando para quem não viu muitos animês na vida, imagina para um otaku que tem contato com isso o tempo todo? Assista e fique tranquilo, que você não verá nenhum poder especial por aqui, se um time ganha é por sua técnica, treino, suor, companheirismo e às vezes sorte.

No Game No Life

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Quando me perguntam qual foi o animê do ano, No Game No Life é sempre o primeiro que passa pela minha mente, pois o entretenimento que esta adaptação proporciona é de alto nível. Assista o animê para se divertir. Desligue o cérebro e se aventure com os irmãos Shiro e Sora, que são dois NEETs inteligentíssimos que caem em um mundo onde tudo se decide de uma única forma: jogando. A paleta de cores utilizada pode incomodar alguns nos primeiros instantes de contato com a obra, mas ela combina tanto com o enredo do animê que se não fosse daquele jeito, talvez até não tivesse a mesma magia por trás da adaptação de uma light novel escrita pelo brasileiro Yuu Kamiya HUE HUE. Além disso, podem falar o que quiser, mas tem uma das melhores aberturas do ano possibilitando que Konomi Suzuki tivesse grande destaque dentro da indústria de anisongs, assim como também ratificar que a MadHouse não está morta, calando boa parte da crítica. Fofura tem o poder!

Sidonia no Kishi

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Sidonia é outro animê que tem uma das melhores aberturas do ano protagonizada pela dupla eletrônica angela, pois é impossível não ansiar pelo início do episódio com todo aquele clima de guerra e desespero que a música tema transmite juntamente com a animação criada. Animação, aliás, que chamou atenção por ser totalmente FullCG mostrando que provavelmente este pode ser o futuro dos animês. Sua história foi tão bem adaptada e conduzida fazendo cada episódio ser angustiante e instigante de se assistir por não saber quem morreria e quem sobreviveria naquele universo, ganhando até uma conotação singela de amigos meus: “Sidonia é um Shingeki no Kyojin no espaço”.

Menção honrosa – Kill La Kill (2013)

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Nunca sei como classificar animês que iniciam na Fall e terminam na Winter, afinal, Kill la Kill seria válido considerar como uma animê de 2013, que é sua data de início, ou 2014 porque é seu ano de conclusão? Na dúvida, decidi destacar como uma menção honrosa, pois apesar de sua animação inconsistente em alguns episódios e roteiro maluco, Kill la Kill foi divertido de acompanhar semanalmente. Sua OST marcante, personagens icônicas e interpretação fantástica dos seiyuus foram os pontos altos deste animê que tem a mesma staff do ótimo Tengen Toppa Gurren Lagann. Para aqueles que gostam de uma boa comédia repleta de referência de outros animês e desejam ver algo com a pura proposta de entretenimento, Kill la Kill é extremamente recomendado. Falando de seiyuus, Ami Koshimizu como Matoi Ryuuko-chan, Ryoka Yuzuki como Kiryuuin Satsuki-sama e Yukari Tamura como Harime Nui provaram o quão boas são quando o assunto é trabalho! Que interpretação fantástica! Que vozes inesquecíveis! Arrisco até dizer que esses papéis foram os melhores de suas carreiras, mas talvez isso só não se aplique a Yukarin porque para uma seiyuu que dublou personagens como Ichigo Morino (Onegai Teacher, Onegai Twins), Nanoha Takamachi (Mahou Shoujo Lyrical Nanoha), Rika Furude (Higurashi no Naku Koro Ni), Suzuha Amane (Steins;Gate), Remon Yamano (Ano Natsu de Matteru) ou Jibril (No Game No Life), Nui é só mais uma personagem no currículo de uma das melhores seiyuus da atualidade.

Menção do kokoro – Selector Infected/Spread WIXOSS

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BATTORU TANOSHI! Uma história de amizade, drama digno de Mari Okada com bastante sofrimento presente e a poética de que cada cor representa uma emoção que caracteriza as personagens da obra. WIXOSS pode ter suas falhas ao longo de seus 24 episódios, mas ainda assim foi um dos animês que mais trouxeram turbilhões de emoções ao seu espectador durante as duas temporadas exibidas. Teve um final digno e uma boa execução, logo não poderia deixar de colocá-lo nesta seleção – HA HA não podia deixar de fazer piadinha – de fim de ano. E a Ruuko é uma fofa, já entrou para minha lista de personagens preferidas❤.

E assim chegamos ao fim da primeira parte de melhores de 2014. Gostaram das escolhas do primeiro semestre? Faltou algo? O que não assisti da Winter e da Spring que vocês recomendariam?

Texto escrito por uma certa garota científica @NanyShidou

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2 comentários sobre “Os 10 melhores animês de 2014 (Parte 1)

  1. Saudações

    Em primeiro lugar, eu gostei muito da introdução e das explanações que tu deu ao post, nobre. Ficaram bem sucintas e dignas de atenção.

    A ideia de repartir os melhores do ano por semestre se mostrou como uma boa investida, visto que tu buscou ser a mais flexível possível neste caso. Só lhe digo para não temer ações assim, pois opiniões são opiniões e se existe uma explicação para tais, não há problema algum. Parabenizo-te.

    Eu realmente imaginei que tu citaria estas obras como as melhores do primeiro semestre. À exceção de Sidonia, que acabou me surpreendendo pela sua inclusão no top.
    Entretanto… Isshuukan Friends… Meu coração agora se entristeceu, nem sequer uma menção para o anime soou doloroso para mim, mas compreendo-te.

    No mais, Kill la Kill é uma obra que não sai da mente, nem por decreto. Aquela ambientação surreal e personagens ainda mais surreais merecem mesmo um bom destaque no ano, sem dúvidas.
    E Wixoss como “indicação do coração” soou atrativo. O anime lhe pegou de jeito, e isto é fato.

    No anseio pela segunda parte, amiga Nayara.

    Até mais!

    • Olá, nii!

      Arigatou pelos elogios! Fico muito feliz que curtiu as explicações ^^ Também agradeço as dicas bloggers de um cara que está aí escrevendo há pelo menos 8 anos \o/

      As escolhas do primeiro semestre ficaram fáceis porque tinham obras que se destacavam bem mais que outras🙂 Quanto à Sidonia, admito ter ficado na dúvida entre este animê junto de Mahouka e Isshuukan Friends, mas optei pela escolha de um animê FullCG por questões do risco que este correu por ser produzido desta forma. A recepção é sempre preconceituosa com FullCG, mas Sidonia correspondeu de forma positiva, então destaquei pra galera arriscar e não ter medo de assistir só porque não é 2D. ^^

      KLK e WIXOSS não poderia deixar de citar porque né, tá no kokoro. São obras que podiam ser melhores, mas como o surto não tem limites, tinha que inserir no post.

      Obrigada pela visita e comentário. Até mais, Cacá-dono!

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