Review: Senki Zesshou Symphogear G

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“Um meteoro caiu, queimou e desapareceu e então… Em um distante lugar, aquele dia, onde as estrelas se tornam música…”

Pois é, gente, que tragédia a minha tentativa de comentar semanalmente Senki Zesshou Symphogear G por aqui não é? Parei no episódio 4 por motivos já explicados AQUI, mas como forma de me desculpar decidi escrever esta review a fim de dizer a vocês minhas impressões sobre esta segunda temporada. Caso você ainda não tenha lido a review da primeira temporada, ela encontra-se disponível AQUI. 

1. HISTÓRIA

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Depois de salvar a Terra de um enorme desastre, Hibiki, Tsubasa e Cris não têm muito tempo para relembrarem seus momentos de glória visto que uma nova ameaça aparece para atormentar toda a humanidade. Uma organização que se autodenomina Finè declara guerra mundial, e o pior, eles possuem outras usuárias Symphogear e tem controle sobre os temíveis Noises, além de muitos mistérios. O que nossas heroínas farão diante deste perigo eminente?

2. EFEITOS VISUAIS / FOTOGRAFIA

sympho4Caso seja comparada com sua primeira temporada, Symphogear G melhorou bastante em todos os sentidos. Lutas incrivelmente bem animadas, efeitos muito bons, nomes de golpes melhor expostos não ficando aquela impressão que estamos vendo um comic americano animado, cenários belíssimos, armaduras extremamente bem trabalhadas, e talvez a parte que mais chamou atenção: as transformações das personagens. AAAAAH, FINALMENTE TEMOS CENAS DE TRANSFORMAÇÕES DECENTES! senki-zesshou-symphogear-g_epi01-015Tudo bem, há fanservice em excesso, mas ao menos as cenas são visualmente melhores e não parecem aquela porca animação da temporada passada. Interessante também que durante as transformações podemos ver inúmeras referências que tem relação com as personagens tornando o visual mais agradável. Comparada com outros animês, diria que é uma animação boa, não chega a níveis homéricos, mas pelo menos desconforto não causa em momento algum, o que é um ponto positivo.

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3. TRILHA SONORA / MIXAGEM DE SOM

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AI QUE LINDAS AS COVERS DESTES SINGLES! QUERO TODOS! *-* É inegável que o principal motivo de assistir Symphogear G foi com a finalidade de ouvir belas canções protagonizadas por seiyuus competentes, afinal é praticamente para isto que este animê existe, ele é um grande chamariz para vender singles. Mas antes de falar a respeito, é importante frisar que todas as BGM são impecáveis e se encaixavam com naturalidade a cada cena dos episódios, mas sem dúvidas, nada é tão grandioso quanto as insert songs que ouvimos. Aoi Yuuki como Hibiki fez um trabalho ainda melhor que já visto anteriormente, suas canções não são unanimidade, não agrada a todos, mas ela merece destaque, pois quando você as escuta não consegue ver nada na sua frente senão a própria Hibiki. senki-zesshou-symphogear-g_epi01-034Aoi Yuuki realmente conseguiu incorporar o espírito da heroína em suas canções e não há nada mais épico que isso. Falando sobre as músicas de Tsubasa, ah, eu preciso mesmo dizer o quão perfeita foi Nana Mizuki? Ela é a seiyuu que mais lucra atualmente, ela é a rainha das anisongs, ela canta a opening Vitalization – que tem uma animação mediana, mas a música é masterpiece – e acho melhor eu não me alongar porque vou ficar elogiando-a até amanhã🙂 Yoko Hikasa que interpretou Maria e fez um dueto com Tsubasa Mizuki (LOL) também brilhou assim como fez em K-ON!, mas com músicas mais selvagens e com súplicas para um mundo melhor. senki-zesshou-symphogear-g_epi02-027Ayahi Takagaki como Cris foi quem mais roubou a cena com suas músicas bem variadas, uma te mandava ir ao inferno enquanto outra era um tanto quanto melancólica sonhando com um lugar onde pudesse considerar sua casa. Importante não esquecer da bela ending Next Destination. Ai Kayano fez bem seu papel como Kirika, mas jamais brilhará mais que sua parceira Shirabe, jamais brilharia mais que Yoshino Nanjo. Como vocalista da banda fripSide, conhecia o potencial de Yoshino, mas sozinha? Será que ela daria conta? Eu nunca deveria ter duvidado de seu potencial, pois apesar de uma musicalidade diferente do que encontramos ao ouvir fripSide, a vocal alcança seu coração com sua bela voz do mesmo jeito.

 4. ENREDO ORIGINAL E SEU DESENVOLVIMENTO

[O TEXTO ABAIXO CONTÉM SPOILERS. SIGA POR CONTA E RISCO]

 senki-zesshou-symphogear-g_epi12-001Uhuu! Animação melhor, trilha sonora melhor, enredo também superior? Err… Não! Symphogear G segue praticamente a mesma fórmula de sua primeira temporada: começa muito bem para depois apelar ao clichê, além de ter personagens mal trabalhadas. Claro que há seus pontos positivos, mas primeiro vamos falar das coisas ruins, pois assim prefiro. Maria é extremamente mal trabalhada aqui, seu início como digna vilã é arruinado depois que as memórias de sua irmã mais nova ressoam em seu coração e em vez disso fazê-la adquirir mais força para lutar a faz dela alguém inútil, perdida e muitas vezes irritante porque suas lágrimas não comovem ninguém. senki-zesshou-symphogear-g_epi12-002Acho uma pena deixarem de lado cruelmente personagens com grande potencial, na primeira temporada Tsubasa que foi mal explorada e aqui sua arquirrival. Não somente Maria como vilã é uma lástima, mas também o próprio doutor Ver! Do começo ao fim o cara apenas se mostrou um lunático que queria provar sua superioridade, seus idealismos não eram totalmente claros e seu final ficou ainda mais forçado. Nem seus risos maléficos são convincentes, que tristeza! Volta, Ryoko-chaaaaaan! Essa sim tinha carisma como cientista e vilã.

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Além disso, apesar de não conseguir prever exatamente como serão os próximos eventos da série, tem-se uma ideia do que vai acontecer porque por trás de um grande plot twist magnífico que merece mil aplausos a sequência é um clichê decepcionante. É aquela famosa fórmula dos clássicos, onde o herói sempre vai prevalecer e tudo vai acabar bem, portanto caso você não procure reviver os clássicos CDZ, DBZ, Sailor Moon, Digimon e tantos outros com uma história e personagens diferenciadas, a franquia Symphogear não é para você, caro leitor. E óbvio, tem que gostar de anisong também, senão melhor passar longe! Entretanto, não acho que a franquia seja um total desastre.

senki-zesshou-symphogear-g_epi07-002É muito válido assistir pelas músicas, e qual o problema nisto? Como já dito, este é o foco principal da animação, mas além disto, acredito que as referências religiosas inseridas na história são bem trabalhadas enriquecendo a trama de modo geral. Vemos a direção brincar com o uso de nomes bíblicos por diversas vezes fazendo toda a parte sci-fi ganhar vida a partir disso. Há uma bela conexão entre ciência e religião, que em vezes de divergirem o tempo todo, em Symphogear G vemos uma possibilidade de ambas se unirem em harmonia, algo que muitas pessoas do meio buscam, mas seria isto possível ou um mero sonho utópico? Que tal refletir a respeito? Outro ponto forte da franquia são seus malditos cliffhangers, que ódio! É incrível como o diretor Ono Katsumi sabe conduzir bem um episódio até seu momento final, porque por mais que se sinta um enorme vazio tendo a impressão que nada aconteceu, basta apenas uma cena para que você se sinta convidado para continuar a acompanhar a obra, e isto acontece por várias e várias vezes. “Que episódio chato, acho que vou droppar na semana que ve- OH WAIT! MAH QUE QUE É ISSO? O QUE VAI ACONTECER? CADÊ O PRÓXIMO EPISÓDIO? CADÊ?” Muitas me senti manipulada por este recurso e funcionou porque acompanhei até seu desfecho (LOL).

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Os plot twists também são muito bons – apesar de depois não acontecer nada demais – e extremamente coerentes. Quando Nephillim devora o braço de Hibiki, acaba acontecendo uma série de eventos tristes com nossa protagonista sendo um dos pontos mais importantes para a série. A participação de sua amiga Miku foi fundamental, que merece destaque não apenas pelo fanservice, mas porque foi realmente um enorme choque a donzela em perigo tornar-se a badass da história. senki-zesshou-symphogear-g_epi10-002Como assim? Miku jamais deveria lutar, ela é o porto seguro de Hibiki, ela é quem mantém Hibiki motivada, ela quem conforta Hibiki, ela que aquece seu nobre coração, ela quem faz Hibiki ser ela mesma, ela quem faz Hibiki se lembrar que antes de ser uma guerreira Symphogear ela é uma garota comum. Como lutar contra isso? Como lutar contra seu raio de sol? Como lutar contra a pessoa que mais ama? Além de ser a luta mais rica em efeitos visuais, foi aquela que mais chamou atenção devido sua forte carga psicológica e sentimental presente. Não somente esta, mas tantas outras reflexões a respeito da humanidade apareceram em Symphogear G, deixando claro o apelo emocional para manter a história nos eixos. Bom? Ruim? Diria que é uma adaga de dois gumes, mas que ao menos para mim funcionou perfeitamente.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

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Symphogear G apresenta melhorias de animação e trilha sonora que sua predecessora, entretanto, seu enredo ainda tem forte apelo ao clichê fazendo com que as reviravoltas percam força. Apesar de algumas personagens mal trabalhas, novamente a protagonista Hibiki tem seu destaque segurado fazendo com que a própria seja realmente uma referência assim como vários protagonistas de animês clássicos roubando a cena inúmeras vezes. Bons cliffhangers, referências usadas de modo adequado, excelentes lutas e efeitos fazem com a obra ganhe pontos também. Porém, não se esqueçam que a verdadeira força da animação vem da música, é o poder da música que faz com que Symphogear G nos conquiste. Não assista a obra pensando demais em pontos técnicos ou científicos, pois perderá o melhor dela, você precisa senti-la afinal é assim que lidamos com a música por inúmeras vezes. Será que a música dessas guerreiras conseguirá alcançar tantas pessoas? Será que ela será capaz de alcançar seu coração? Você dará esta oportunidade? Por que não? Assistir Symphogear é como amar: o segredo é não pensar demais e apenas sentir.

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Serena e seu sacrifício, uma das cenas mais tristes.

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Maria, a personagem que mais sofreu de todas as maneiras.

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ESSE GOLPE, GENTE! MEU DEUS! DÁ-LHE, AME NO HABAKIRI \o/

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BANG! Chris-chan simplesmente inesquecível ♥

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Senpai e kouhai ♥

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Poderiam ter trabalhado mais esta rivalidade que seria épico.

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Kiri-chan e Shirabe, as mais fofas. ♥

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DETERMINAÇÃO NÃO PODE SER MEDIDA COM NÚMEROS!

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APENAS A MELHOR PARTE DE SYMPHOGEAR G!

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Um diálogo para refletir…

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AAAAAAAAH DAFUK ESSE MECHA DA SHIRABE? LOL

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Power Rangers? Sailor senshi? SYMPHOGEAAAAAAAAH USERS, BOYS!

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Deixarão saudades, ao menos para mim… ARIGATOU!

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7 comentários sobre “Review: Senki Zesshou Symphogear G

  1. Saudações

    Se eu disser que assisti ao anime estarei mentindo. Mas a sua review serviu para muitas coisas estando, entre tais, a curiosidade em ver a obra assim que possível.

    Post muito bem dividido e conduzido. Lhe parabenizo, nobre amiga.^^

    Até mais!

    • Olá, Carlírio!

      Fico feliz em tê-lo deixado curioso para ver a obra, mas aprecie com moderação porque infelizmente o animê tem potencial, mas corresponde com ressalvas muitas vezes. ^^

      Agradeço o comentário e até mais.

  2. O problema de Symphogear é ser um anime curto,comum e desinteressante.A idéia é boa mas a execução é péssima.Eu já sabia que a infecção do Gear de Hibiki(que é aquela protagonista alegre e meio bobinha que cansa) seria facilmente resolvida bem como sua amiga quando usou o Gear.Das antagonistas só gostei das duas lolis e das músicas só Nana Mizuki ofuscava todas em qualidade(e eu acho muito estranho elas cantarem enquanto lutam ferozmente sem nem afetar a voz)
    É aquele anime com enredo ruím,que não empolga e só tem o objetivo de vender singles do que oferecer algo mais
    Nem vou assistir a terceira temporada

    • É um animê com muito potencial, mas bastante previsível. Mas apesar disso tudo, algumas personagens me conquistaram e apenas por isso e pelas músicas continuei vendo.
      E sobre as músicas, diversas vezes elas cantam afetando a voz sim, Franco, mas como Nana Mizuki é superior, ela consegue expor isso melhor com certeza. Porém, caso você escute a música na animação e comparar com o single tem diferenças sim no vocal >D

      Sobre terceira temporada, eu acho difícil ter, mas se vender bem é claro que vão forçar, entretanto sinceramente a tendência é estragar ainda mais hahahahahahaha

  3. Symphogear começou bem, chegou na metade foi de mal a pior e lá pelo episódio 9 melhorou quando o plot finalmente pareceu chegar a algum lugar. Falando em plot, até hoje não sei do que se trata e nem o motivo de elas estarem lutando (algo a ver com a lua cair, não faço idéia do porquê, o excesso de infodump e nomes de relíquias e sei lá o que atrapalha mais do que ajuda), só sei que elas lutaram 1000000 vezes por motivos que não consegui assimilar. Não durou muito tempo até eu me cansar desse plot vilanesco e me concentrar só na animação e em qualquer desenvolvimento de personagem que fosse permitido dadas as circunstâncias. Podiam aprender com Nanoha A’s e trabalhar mais o lado emocional das coisas ao invés de colocar um cientista insano discutindo retórica com uma mulher de meia idade. Eu diria que as lutas estavam num nível muito bom em comparação com os outros animes do gênero, principalmente levando em conta que eles tem que desenhar as armaduras ainda. Particularmente gostei das lutas Maria vs Tsubasa, Tsubasa vs Yukine e Kirika vs Shirabe (fuck, aqueles discos acoplados na extremidade de dois braços mecânicos dobráveis foram uma das melhores idéias ever). Eu não gostava do Ver, mas a interpretação do seiyuu dele nos episódios finais foi impagável, rachei de rir. A Hibiki ironicamente foi a personagem mais bem utilizada no enredo, desde que ela perdeu o braço até seus fragmentos serem destruídos (mas ela recuperou depois). É, era só isso.

    • Aaaaaaaah, Tanaka aqui no bloguinho *-* Fiquei feliz! XDDD Arigatou o comentário o/
      Anyway, acho também o plot confuso porque me passa só a impressão de “o poder da música me dá força e vamos lá enfrentar essas referências bíblicas e científicas que os vilões tem como base”, mas pra mim ainda vale o entretenimento pelas músicas e a animação que ficou excelente. As lutas da Tsubasa eram as melhores mesmo, mas ainda a HIbiki foi mais quem se destacou como bem dito por você, mas não achei ruim este destaque dado porque como protagonista clichê é super aceitável ^^

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