Review: Senki Zesshou Symphogear

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“Um ditado diz que um pequeno pássaro continua cantando enquanto tosse sangue…”

Senki Zesshou Symphogear é um animê da temporada Winter 2012 que estreou nas telinhas japonesas em 7 de janeiro com a proposta de conseguir interligar música com sci-fi tendo em seu elenco de dubladoras grandes nomes como Aoi Yuuki (Madoka em Madoka Magica), Ayahi Takagaki (Feldt em Gundam 00) e Nana Mizuki (Fate em Nanoha). E aí? A obra deu certo? Qual foi a repercussão? Discutiremos estes detalhes nos próximos tópicos desta review.

1. HISTÓRIA

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Tsubasa Kazanari e Kanade Amou eram a dupla de idols ZweiWing que além da carreira musical tinham a missão de lutar contra uma raça alienígena conhecida como Noise (ou Ruído) usando relíquias – cristais tecnológicos, na verdade – que só podem ter seu poder liberado através de onda sonora com amplitude específica, ou seja, através da música. Quando estas relíquias são ativadas pelo poder da música, eis que despertam seu verdadeiro poder na forma de uma armadura anti-Noise conhecida como Symphogear. Entretanto, um grande desastre aguardava estas guerreiras musicais, um desastre do qual afetaria a vida de muitas pessoas, inclusive de uma garota chamada Hibiki que dois anos depois amarguraria um árduo destino.

2. EFEITOS VISUAIS / FOTOGRAFIA

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O estúdio Satelight (o mesmo de Fairy Tail e Macross Frontier) não teve muitos problemas para executar um ótimo trabalho na animação de Symphogear. Bons cenários, ótimos character design, lutas e efeitos empolgantes que agradam o espectador estavam aqui presentes, porém é válido dizer que há certos momentos de desconforto. No meio de uma épica batalha, as personagens simplesmente “congelam” e um golpe é desferido nos inimigos. WTF? Muito Viewtiful Joe isso! Claro que depois de alguns episódios você se acostuma com este tipo de recurso, mas não deixa de ser um tanto quanto estranho. No mais, as transformações a la Sailor Moon  também seguem um princípio básico demais, mas não acredito que isto seja algo decepcionante, symphogear_episode01-001-kanadeaté porque o grande foco do animê não é ter uma animação excelente e sim fazer com que o poder da música chegue ao seu coração. Resumindo, a animação não é excelente, mas também não chega a ser extremamente ruim, diria apenas que é mediana e diferenciada por opção da própria direção.

3. TRILHA SONORA / MIXAGEM DE SOM

symphogear_opening-kurisuSe a trilha sonora fosse ruim, para que fariam este animê? LOL. Tudo é ligado à música, afinal o poder das armaduras Symphogear vem da música e é com ela que as personagens ganham força para destruir seus inimigos. Para ativar este místico poder, as personagens cantam enquanto lutam fazendo deste animê um verdadeiro chamariz para vender singles, portanto, quem é fã de anisongs e sempre acompanha o trabalho de inúmeros seiyuus não irá se decepcionar com o que vai encontrar por aqui. Meu destaque cairá obviamente sobre Nana Mizuki – da qual sou extremamente fã – que empresta sua linda voz à personagem Tsubasa fazendo interpretações extremamente ousadas criando total harmonia entre a guerreira musical e seu timbre único. Apesar de Nana ser o grande nome para atrair fãs, já que também canta a mítica opening Synchrogazer, todas as seiyuus guiadas symphogear_opening-mikupelo grupo japonês de compositores Elements Garden tem boa performance por aqui. Sobre os termos técnicos realmente não há o que reclamar, mas como gosto musical varia para cada indivíduo pode ser que Symphogear seja extremamente agradável para você como é para mim ou um verdadeiro desastre, caso você não aprecie este tipo de música japonesa.

 4. ENREDO ORIGINAL E SEU DESENVOLVIMENTO

symphogear_episode01-003-kanadetsubasaSymphogear poderia ser melhor. O animê cria inúmeras expectativas, corre contra o tempo e apela ao clichê. Não, eu não tenho nada contra clichê, eu sou fã deste tipo de recurso, diga-se de passagem, mas sabe aquele clichê mal trabalhado? Pois é, vemos um pouco disso aqui. O primeiro episódio de Symphogear é talvez um dos melhores que já vi se tratando de animês, foi um excelente início com uma dramaticidade aplicada e convincente, mas isto perdeu força com o passar dos episódios, infelizmente. A personagem Tsubasa representa bem estes problemas, era a personagem com maior potencial na obra, e quanto maior o tamanho, maior a queda. symphogear_episode03-002-tsubasaOs traumas da personagem não são tão bem explorados, a sensação que tive ao assistir foi que ela dormiu de um jeito e no dia seguinte acordou como se fosse outra pessoa depois de um determinado acontecimento na animação. A presença de sua amiga Kanade deveria ter sido mais intensa, suas palavras poderiam ter sido mais impactantes, as alegres e tristes memórias tinham que ressoar de forma constante para que houvesse uma construção concreta de Tsubasa, pena que isso não ocorreu. A protagonista Hibiki ao menos se salva deste mal, ela mostra uma boa evolução, nada de surpreendente, nada de incrível, mas faz jus ao seu papel de heroína principal da obra tendo consigo a determinação de ajudar as pessoas ao mesmo tempo em que um poder misterioso apelão que somente ela poderia controlar. As demais personagens também têm seus momentos de aparição bastante coerentes e pontuais, talvez a direção tenha errado somente com a Tsubasa mesmo, apesar de todas serem extremamente carismáticas.

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Apesar de deixar algumas pontas soltas e ser clichêzão, ainda diria que Symphogear é um bom entretenimento. O animê consegue inserir alguns pequenos conceitos de sci-fi como a invasão alienígena e também implicitamente um pouco de propagação de ondas através de seus comprimentos e amplitudes. Ter a música como principal fonte de poder das personagens faz com que os tempos de Macross Frontier sejam renascidos dentro do estúdio Satelight, além de explorar o potencial de algumas seiyuus famosas fazendo a obra se tornar bastante interessante. E este foco musical dado ao animê é bem aproveitado não somente pelo lado científico e técnico, mas também pelo lado poético.

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symphogear_episode11-003-kurisuA metáfora do canto do cisne foi inserida no universo de Symphogear a fim de proporcionar este tom dramático e poético que o animê tem em alguns momentos e neste caso foi extremamente bem aproveitada do início ao fim. O canto do cisne é uma expressão metafórica de uma antiga crença grega que pregava que momentos antes de sua morte um cisne branco ressoava uma bela canção alcançando elevado desempenho poético e artístico. Este canto já apareceu em outras mídias também como em um episódio do seriado Supernatural ou até mesmo sendo título de uma das últimas músicas compostas pelo austríaco Schubert. Explorar música pelo lado científico e poético é o que atrai neste animê, pois a música por si só mexe com os dois lados de nosso cérebro, nosso lado esquerdo é o lado lógico, digamos que seja o lado científicio de Symphogear e o lado direito é o lado criativo, o lado poético da animação.

symphogear_episode11-002-finneIncrível também como toda boa animação japonesa adora criticar os americanos e fazer deles vilões eternos, estas rixas vão demorar para acabar e aqui em Symphogear você também as encontra. Conceitos bíblicos e históricos como a famosa Torre de Babel também se fazem presentes aqui desencadeando reviravoltas não tão surpreendentes, mas que não deixam de ser agradáveis. O protagonismo e antagonismo feminino também estão incluídos no pacote da obra, logo é claro que fanservice não poderia faltar por aqui, ora apelativo, ora apenas um implícito shoujo ai.

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5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar de algumas pontas soltas, apelo ao clichê e algumas personagens mal trabalhadas, Symphogear é uma obra chamativa, pois resgata o poder que a música contém de maneiras científicas ou poéticas que conseguem explorar inúmeras metáforas tendendo a um desfecho esperado, mas coerente. A presença de seiyuus de peso faz a obra ficar ainda mais imperdível, pois que ser humano em sã consciência não apreciaria as atuações de Aoi Yuuki, Ayahi Takagaki e Nana Mizuki juntas em um único animê? Sem contar que estes furos no roteiro observados podem ser corrigidos na segunda temporada já confirmada para o Verão japonês de 2013 fazendo destes 13 episódios apenas uma premissa para algo ainda maior e melhor que está por vir.

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8 comentários sobre “Review: Senki Zesshou Symphogear

  1. Oque salvou symphogear foram as músicas, não curti muito a história, achei bem clichê, como você falou no texto, e depois do epi 1, que a Hibiki entra em modo berserker(adoro isso quando uma personagem fica berserker e chega a ser mais malvada que os próprios vilões), não seguiu o mesmo ritmo.

    Bem, pelo menos ele me fez conhecer Nana Mizuki, que virou uma das minhas seyuus preferidas.

    Houve também umas cenas de luta onde a animação ficou legal, mas isso foi lá perto do final onde elas lutam contra a de armadura rosa/vermelha(aliás, o design das armaduras é bonito também).

    Agr com a G vindo aí, não vou ficar esperando muito não, na primeira temp. eu criei expectativa por causa do epi.1, me arrependi. Acho que não é um anime que vá se destacar.

    • Concordo com você, Lucas. O destaque é a parte musical mesmo e só. LOL

      Nana Mizuki é diva demais, ainda bem que você a conhece, já pode se considerar uma pessoa de bem agora >D E eu estou apostando bastante em Symphogear G, mas isto é um assunto para um post que deve ir ao ar amanhã aqui no blog \o/

  2. Depois de Macross fica até difícil criar um anime tão bom que tenha a música como carro chefe(aliás recomendo o filme Macross Do you Remember Love? de 84 que deixa no chinelo as animações de muitas obras recentes)
    Recentemente vi AKB0048 e fiz até review e me agradou bastante até porquê o próprio criador do Macross original estava envolvido no projeto

    • Eu ainda não vi Macross, acredita, Franco? Tenho amigos me enchendo pra ver porque eles têm certeza que vou amar e já que você recomendou é sinal que preciso ver. 😄
      Eu gostei muito da sua review de AKB0048 e vi em blogs gringos que Macross + AKB0048 era igual Symphogear, mas não sei ao certo, pois não assisti todos.

  3. Hummmm temos Nana Mizuki….
    Goood… escutar Innocent starter e Eternal Blaze ainda me da calafrios *-* sem falar da lindera que é take a shot ^^^
    Bom Nany ^^, tenho uma dúvida sobre o anime, sou fãn de carteirinha de mahou-shoujos, adoro “poderes” em si, na lista estão Rozen Maiden, Sakura Card C, Mahou Shoujo Lyrical Nanoha, Slayers, Madoca, etc,,,
    Bom, esse anime conta com isso? Contém um “acervo” de “magias – poderes” interessantes?
    Dês de já, agradeço ^^

    • Eternal Blaze é a melhor música da Nana, em minha opinião. Ela é sensacional!
      Sobre Symphogear, tem sim alguns poderes interessantes que vêm da música de cada uma das guerreiras que aparecem na animação, mas não diria que os poderes são voltados para a magia, é muito mais voltado para a ciência só que para ter uma amostra disto basta ver os 2 primeiros episódios que você já saberá como serão as batalhas ao longo da animação. ^^

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